O Japão dispensa o visto do brasileiro só quando o passaporte é eletrônico, com chip no padrão ICAO. Quem tem passaporte sem chip precisa de visto, mesmo para uma semana de turismo. O passaporte de emergência, de 1 ano, também não serve. Já o passaporte comum emitido com urgência, com validade normal, é aceito.
Se o seu passaporte está perto de vencer ou você não tem certeza do chip, resolva isso antes de comprar a passagem. A conta de tempo na Polícia Federal é esta:
| Etapa | Prazo oficial |
|---|
| Formulário online e pagamento da taxa (R$ 257,25) | compensação em 24 a 72 horas |
| Agendamento | 1 a 15 dias úteis |
| Entrega depois do atendimento | 6 a 10 dias úteis |
No pior caso, passa de cinco semanas entre o formulário e o passaporte na mão. Não existe renovação: o passaporte novo é sempre uma emissão nova, e o antigo, se ainda válido, é cancelado no atendimento. Veja o passo a passo em como tirar passaporte.
Criança também precisa de passaporte com chip próprio. E ele vence antes: dos 4 aos 18 anos, o passaporte vale 5 anos; abaixo disso, menos ainda. Confira a data de cada um da família, não só a sua.
A rota muda os documentos
O Japão não pede visto, mas o país da escala pode pedir. Olhe a conexão antes de fechar a passagem:
- Escala nos EUA. Os EUA não têm trânsito sem visto desde 2003. Sem visto americano válido, você não troca de avião lá, nem sem sair da área de embarque. Veja a página dos Estados Unidos.
- Escala no Canadá. A conexão exige eTA, para quem cabe nela, ou visto de trânsito. Veja a página do Canadá.
- Escala no Reino Unido. Quem troca de avião sem passar pelo controle de fronteira (airside) não precisa de ETA. Quem passa pela imigração precisa. Veja a ETA do Reino Unido.
- Outras escalas. Confira a regra do país da conexão, inclusive de vacina: a Anvisa lembra que as exigências das paradas também valem.
Na chegada: Visit Japan Web e alfândega
A alfândega japonesa recomenda fazer a declaração pela internet, no Visit Japan Web, o serviço oficial do governo. Você preenche antes do voo, recebe um código 2D e o apresenta na chegada. Desde 25/01/2024, imigração e alfândega usam o mesmo código. Prefere papel? O formulário de papel continua aceito.
Na declaração entram dinheiro e remédios. Dinheiro ou outros meios de pagamento acima de ¥ 1.000.000 precisam ser declarados. Remédio é o item que mais surpreende: dependendo do tipo e da quantidade, o remédio de uso pessoal exige um certificado de importação, o Yunyu Kakunin-sho. Ele é pedido antes da viagem, com pelo menos 2 semanas de antecedência, segundo a embaixada japonesa. Remédio que o Japão classifica como narcótico precisa de permissão prévia do departamento de controle de narcóticos. Usa remédio de uso contínuo ou controlado? Confira antes, no site do Ministério da Saúde japonês ou na embaixada.
Dinheiro e a taxa de saída que triplicou
Desde 01/07/2026, quem sai do Japão paga ¥ 3.000 de International Tourist Tax. Antes eram ¥ 1.000. Quem voa com bilhete emitido até 30/06/2026 continua pagando ¥ 1.000. Bebês com menos de 2 anos não pagam. A companhia aérea cobra a taxa, em geral somando ao preço da passagem. Na maioria das viagens, você não precisa separar ienes para isso.
Do lado brasileiro, o IOF é 3,5% no cartão, no pré-pago, na conta global e na compra de moeda em espécie. Na saída do Brasil, a e-DBV é obrigatória acima de US$ 10 mil por pessoa. Veja em IOF em viagem como o imposto entra na conta e em quanto dinheiro levar como dividir entre cartão e espécie.
A carteira brasileira não vale para dirigir no Japão. O Consulado do Brasil em Tóquio avisa que nem a carteira internacional resolve. Na prática, o roteiro do turista é de trem, metrô e ônibus. Isso muda o custo e o lugar onde vale se hospedar: perto das estações, a vida fica mais fácil. Tirar a PID para o Japão é gastar dinheiro à toa.
Seguro, família e 70+
Seguro não aparece entre as condições oficiais da isenção de visto. Mesmo assim, sem ele qualquer atendimento sai do seu bolso. Para quem tem 70 anos ou mais, olhe a idade máxima aceita no plano antes de contratar; em uma das seguradoras que conferimos, a viagem de até 120 dias aceita até 90 anos. As regras para gestante e idoso estão em seguro para gestante e idoso, e os preços em quanto custa o seguro viagem.
Na saída do Brasil vale a Resolução CNJ 131/2011, até os 18 anos: com só um dos pais, autorização do outro com firma reconhecida, em 2 vias; sozinho ou com terceiros, dos dois. Veja em viajar com criança.
Por que muita gente acha que a isenção acabou
A isenção de 2023 foi criada por 3 anos, com fim em 29/09/2026. Muito texto na internet ainda fala nessa data. Em julho de 2026 os dois países prorrogaram a medida até 29/09/2029. Na mesma troca de notas nasceu o Working Holiday entre Brasil e Japão, para quem tem de 18 a 30 anos, a partir de 01/12/2026. É um programa à parte, não a isenção de turista. A JESTA, a autorização eletrônica que o Japão planeja, tem meta para o ano fiscal de 2028 e ainda não tem data nem taxa.
Resumo
| Item | Situação para o brasileiro |
|---|
| Visto | Não precisa, até 90 dias |
| Passaporte | Com chip; emergência não serve |
| JESTA | Ainda não existe |
| Escala nos EUA | Precisa de visto americano |
| Remédios | Alguns exigem Yunyu Kakunin-sho |
| Taxa de saída | ¥ 3.000, em geral na passagem |
| Dinheiro vivo | Declarar acima de ¥ 1 milhão |
| Carro | CNH e PID brasileiras não valem |
| Seguro | Recomendado |